Regulamentação do cultivo da Cannabis sativa para fins científico e terapêuticos é discutido na Unijipa

athenas Biomedicina, Direito, Farmácia, Institucional, Odontologia

A Unijipa promoveu na última quinta-feira (07), uma palestra sobre Regulamentação do cultivo da Cannabis sativa para fins científico e terapêuticos, para acadêmicos dos diferentes cursos da área da saúde e do Direto da Unijipa, acadêmico da UNIR, profissionais da saúde, advogados e a comunidade de Ji-Paraná. Além disso, participaram os Coordenadores dos cursos de Farmácia (Me Jeferson de Oliveira Salvi), Biomedicina (Me. Antônio Carlos Nogueira Neto), Odontologia (Douglas Watanabe) e os Professores Dr Miguel Menezes e Dra Michele Fávero da Unijipa.

A oficina foi proposta pela Associação de Cannabis Medicinal de Rondônia (ACAMERO) apoiada pelo curso de Farmácia da UNIJIPA, por isso, estiveram presentes diversos pais, membros da associação, e a Presidente Nágila da Silva Araújo Bandeira juntamente com Grieco Lidoni, palestrante da noite.

O auditório recebeu mais de 200 participantes, que debateram as resoluções 654 e 655 de 2019 que tratam da consulta pública da ANVISA sobre os regulamentos administrativos e técnicos do cultivo da planta Cannabis sativa para fins científicos e medicinais.

Na ocasião, depoimentos de sucesso na terapia com o óleo extraído da planta, que contém o princípio ativo canabidiol, foram apresentados por meio de curta metragens e relatos científicos.

O debate sobre o tema é considerado delicado, devido o uso recreativo da planta, bem como a ilegalidade do seu cultivo e das consequências de ilicitudes associadas, mas leva informações importantíssimas sobre os efeitos terapêuticos comprovados para as crises epilépticas, Alzheimer, fibromialgia e outras doenças.

Para o Coordenador do curso de Farmácia, Prof. Jeferson O. Salvi, a importância de apoiar a discussão e o aprendizado sobre esse tema está na possível transformação na vida dos pacientes e familiares que não veem outras alternativas para tratar doenças graves. “Além disso, o tratamento representa considerável economia para o sistema público de saúde e os danos ao organismo, em certos casos, são muitos menores quando comparados aos efeitos colaterais dos medicamentos disponíveis”, disse ele.